Sozinho no silêncio da madrugada. Meu corpo derreteu nos lençois cinzas e todos os meus músculos se relaxam. Houve um momento de inércia, de calmaria, de cochilos e agora a apnéia nunca acabará.

Claro que nas madrugadas geladas em datas de natal, quando os parentes visitem as novidades com os velhos costumes, estaremos relaxando também nos colchões, com muito amor por perto. Sem preocupações (apenas pra aquela madrugada), somente sossego, filme com os primos, frango esquentado no microondas e doces com refrigerentes à vontade.

Mas pra agora, há apenas a madrugada como no início, e o silêncio. Não há ninguém. Não há respostas. Não há convites, lembranças, preocupações. Existe apenas o silêncio.

Antes eu só via o início e o fim, agora, me perdi em lugares que eu nunca havia visto. Murmuros de luz vindo da lua… um colchão dentro de um saco-de-dormir, só pra você e eu.

Igor Florim