Foi em abril. Num tempo onde tudo era solto somente os gritos numa imensidão causariam feridas vivas nos olhos. Deixou de ver (todos mutiladas e ardendo da cabeça aos pés). Não era pra ser assim, sentiu. Tarde demais. Seguiu lamentando.

As coisas procuravam fortes caminhos e no meio disso tudo, era tempo de apenas imaginar como conseguiria se tornar real. Caminho sem volta, surpresa desagradável e lembranças terríveis. Aconteceu tudo ali, na minha mão. Bem solto.

As coisas da cabeça (quando ela só pensa, nada mais) são as que mais machucam. Iludiam por não pensar em nada. E com tudo isso eu não me esforcei um centimetro a mais, só o tempo havia mudado mesmo. Mudou muito. Alterou tudo.

Uma hora tudo tinha que mudar. Mas sempre ouviu coisas sobre atrasos, grandes relógios, corridas pela derrota… grandes passadas, furacões perigosos e rio bravo. De tanto correr, caiu. Foi a vez do mundo iludir os seus olhos.

Resolveu se negar a todo esse processo. Pulou etapa seguindo pelo rio (bravo). Por dentro, aos prantos. Absorvia tudo. A esponja mais forte que já existiu. Toda calejada e ainda sangrando. Era forte mas, sentia muita dor. Pediu ajuda. Se soltou.

Muita coisa saiu pro lado de fora. Escarrou tudo: lâminas, poderosas navalhas, vidro esfumaçado, azul-petróleo e se deitou. Arrastou por de baixo do cobertor tudo o que carregava junto igual mala. Muita gente agarrada (soltou todas).

Foi se acabando

Ficou mais forte

Doeu muito

Igor Florim